sexta-feira, 27 de julho de 2012

Deu errado. A culpa é de quem?



Fabiano Xavier


"E Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá; e reinou doze anos. . E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; porém não como seu pai, nem como sua mãe; porque tirou a estátua de Baal, que seu pai fizera. Contudo, aderiu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizera pecar a Israel; não se apartou deles. Então, Mesa, rei dos moabitas, era contratador de gado e pagava ao rei de Israel cem mil cordeiros, e cem mil carneiros com a sua lã. Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, se revoltou o rei dos moabitas contra o rei de Israel. 
Por isso, Jorão, ao mesmo tempo, saiu de Samaria e fez revista de todo o Israel. E foi e enviou a Josafá, rei de Judá, dizendo: O rei dos moabitas se revoltou contra mim; irás tu comigo à guerra contra os moabitas? E disse ele: Subirei e eu serei como tu, o meu povo, como o teu povo, e os meus cavalos, como os teus cavalos. E ele disse: Por que caminho subiremos? Então disse ele: Pelo caminho do deserto de Edom. E partiu o rei de Israel, e o rei de Judá, e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias, e o exército e o gado que os seguia não tinham água.  Então, disse o rei de Israel: Ah! Que o SENHOR chamou a estes três reis, para os entregar nas mãos dos moabitas." (2Rs 3:1-10)


Já pensou que ainda que consideremos Deus como soberano, muitas vezes somos insensatos ao ponto de não depender da total vontade dele para conduzirmos nossas vidas?
No texto do segundo livro dos reis, quando o Jorão chama os reis de Judá e Edom para guerrear contra os moabitas, em nenhum momento há uma preocupação em saber se Deus era de fato com eles; até que  se veem andando em círculos por sete dias.
 Tal acontecimento não é coisa incomum em nosso meio. Quantas vezes vivemos decepções, fruto de nossa dificuldade em entender que, uma vez transformados pela graça, é Deus quem rege nossas vidas.
O pior é que geralmente quando algo dá errado, imediatamente terceirizamos a culpa, ou para Deus como no caso dos tres reis, ou para quem está imediatamente proximo. Isso é o que chamo de complexo de Adão (Gn 3:12). Com certeza já vimos casos assim acontecerem no casamento, nos relacionamentos; na igreja quando somos acusados por fracassos resultantes de motivações erradas, por não termos "pago o preço" do jejum, da oração, da doação...
 
Cristo repreende nossa solicitude (Mt 6:24-34) que muitas vezes não nos deixa entender que  Deus criou, sustenta e governa todas as coisas conforme sua boa perfeita e agradável vontade.
Nossa motivação para fazer as coisas é boa, nossas pulsões, vontades, desejos, são dádivas de Deus, porém, devem ser levadas cativas a Cristo. Assim sendo, todas as ações de nossas vidas acontecem a partir de uma cosmovisão cristocêntrica.
Não é só simplesmente mirar o alvo. Um arqueiro quando atira uma flecha considera entre outras coisas, o vento, a inclinação do arco, a força aplicada. Logo, se agirmos no impulso de uma motivação cegada pelo pecado, sem considerar a vontade de Deus, o risco do fracasso é inevitável, e na maioria das vezes vamos culpar ou Deus ou alguém, pela decepção sofrida.

Viver é antes de tudo crer que Deus é em nós. Logo, não confiamos na força de nosso braço, antes, como servos, nosso caminho é orientado e iluminado por sua palavra, para que  cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno. (Hb 4:16)

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