Isso é a base das crenças protestantes. Se podemos resumir o
que nós, evangélicos, acreditamos, é com essas bases que resumimos.
Atrás desses simples brados estão conceitos importantíssimos para a fé
evangélica, que têm essas bases para a sua existência.
Quando dizemos que recorremos a Bíblia, é porque milhares de pessoas morreram gritando "Sola Scriptura". Quando dizemos que falamos com Jesus diretamente, sem intermediários, é porque milhares morreram gritando "Solus Christus". Quando dizemos que Deus nos abencoa por sua Graça, é porque milhares morreram gritando "Sola Gratia". Quando dizemos que pela fé somos salvos, é porque milhares morreram dizendo "Sola Fide". Quando queremos que Deus seja o centro de tudo neste mundo, porque Ele é digno , é porque milhares morreram dizendo "Soli Deo Gloria".
Nossa história foi construída pelo sangue desses mártires. Deus
nos abençoou pelo trabalho dessas pessoas. Esses princípios são nossos
brados de fé que promovem a unidade entre evangélicos. Se uma
denominação religiosa (ou grupo caseiro, ou sei lá o quê) não concorda
com esses princípios, então não pode ser corretamente chamada de
protestante ou evangélica e nós, como evangélicos, temos que tomar
cuidado para não nos contaminarmos com as heresias desses grupos que vão
contra essas verdades fundamentais.
"Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a
respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos
esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para
sempre aos santos."
- Judas 1:3
Segue explicação do que queremos dizer com os Cinco Solas:
SOLA SCRIPTURA
A Erosão da Autoridade
Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a
igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função
oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura.
Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de
entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em
como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores
negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o
conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi
abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência
cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi
cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e
discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades
sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da
justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade
salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o
desvelo e a disciplina da igreja.
A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades
percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de
nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e
prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que
nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de
Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e
pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de
seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não
devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.
A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser
desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem
da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de
Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o
teste da verdade.
Tese 1: Sola Scriptura
Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação
divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha
ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o
padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa
constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale
independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou
que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.
SOLO CHRISTUS
A Erosão da Fé Centrada em Cristo
À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se
confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores
absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade
pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela
intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da
esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se
deslocaram do centro de nossa visão.
Tese 2: Solus Christus
Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra
mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por
si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra
substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e
sua obra não estiver sendo invocada.
SOLA GRATIA
A Erosão do Evangelho
A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da
natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo
evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e
da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num
produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a
fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a
doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de
nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única
causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem
espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça
regeneradora.
Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus
unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que
nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e
erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os
métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar
essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza
não-regenerada.
SOLA FIDE
A Erosão do Artigo Primordial
A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da
fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se
sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por
vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser
evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de
professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade
alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já
permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério
e o conteúdo de nossa pregação.
Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja
acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos
cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade
bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas
freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A
orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais
adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo,
roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos
princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.
Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a
verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não
ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe
imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado
sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como
aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de
Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra
salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja,
ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em
Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.
Tese 4: Sola Fide
Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por
intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão
de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a
perfeita justiça de Deus.
Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em
nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em
nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou
condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.
SOLI DEO GLORIA
A Erosão do Culto Centrado em Deus
Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da
Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido
distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos
interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele
a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje
é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto
em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em
técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido.
Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco
para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os
desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais
particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não
em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto,
não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos
próprios impérios, popularidade ou êxito.
Tese 5: Soli Deo Gloria
Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por
Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos
viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de
Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso
culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou
o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento
próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas
ao evangelho.
Post tirado do: http://www.reformadevida.com/

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