
Fabiano Xavier
Não escrevo
no intuito de desconstruir qualquer afirmação, canção ou qualquer outra
expressão da incondicionalidade do amor de Deus. Faço apenas para propor uma
reflexão a respeito de Cristo, o verdadeiro sentido da fé e da vida cristã.
Quando
entendemos a graça de Deus e sua salvação manifesta na vida do homem,
percebemos que a questão de seu amor ser condicional ou não, pode ser entendida a partir de duas perspectivas.
Olhando
a revelação de nosso Senhor constatamos que existe uma condição para que o amor
do Criador nos alcance: O próprio Jesus! Ele é a condição única para que o amor
salvador do Pai possa justificar regenerar e santificar a humanidade caída.
“Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que condenasse o mundo,
mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:16;17)
Deus
nos amou a ponto Dele mesmo, por meio de seu Filho, tornar possível que recebêssemos
Seu amor. Essa é a verdadeira religião! O que nos liga ao pai é o Cristo e Ele
é a condição de recebermos o amor de Deus.
Por outro
lado, ao olharmos para nós mesmo pelo espelho da palavra revelada pelo Espírito
Santo, percebemos o quão incondicionalmente recebemos o amor do Pai, uma vez
que nada temos a oferecer para merecer a salvação. Jesus se faz condição para o
homem receber a graça incondicionalmente. E essa mesma graça transforma o homem
caído que, uma vez recebendo o Espírito, recebe também as condições necessárias
para perseverar na doutrina da palavra, no partir do pão, na vida piedosa, na
santificação, na fé, no Cristo.
Tendo por certo isto mesmo: que
aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo. (Fl 1:16)
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