quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Estudo bíblico: Por que, para que e como?






Fabiano Xavier
 
Você pode se perguntar: Porque devo estudar a bíblia se não prego, não sou professor nem teólogo? Há algum proveito nisso?

Na verdade, todo cristão em algum momento deve estudar as escrituras, ou seja, além de ler de forma natural, ler também de forma criteriosa a fim de se preparar para pregar o evangelho de forma compreensível, para todos. É conhecer a doutrina cristã contida nas escrituras (Lc 24:25-27).


Se entendemos o porquê, então saberemos que nos servirá para manejarmos bem a palavra da verdade (2Tm 2:15).
Quando vamos pregar ministrar ou aconselhar devemos ter em vista que o ouvinte nem sempre tem pleno entendimento da palavra de Deus, logo, se apenas abrirmos em um determinado versículo e lermos, ele poderá compreender de forma totalmente equivocada, o que pode ser um desastre.

Então, para estudarmos de forma proveitosa, podemos partir de alguns princípios básicos. São eles:

·         Espírito Santo

Talvez fosse dispensável dizer isso, porém, é ele quem vivifica todas as coisas, inclusive a letra. (2Co 3:4-8)

Descansar real e verdadeiramente no auxílio do Espírito
Descansamos real e verdadeiramente no auxílio do Espírito. Não censuro nenhum irmão por sua maneira de pregar/ensinar, mas preciso confessar que me parece muito estranho quando um irmão ora para que o Espírito Santo possa ajudá-lo na pregação/estudo, e depois o vejo tirar um manuscrito do bolso, arrumado de tal modo que possa pô-lo no centro de sua Bíblia, e lê-lo sem que ninguém veja. Essa precaução para assegurar discrição dá a entender que o homem estava com um pouco de vergonha de ler o papel; mas eu acho que ele deveria ficar mais envergonhado de suas precauções. Ele espera que o Espírito de Deus o abençoe enquanto pratica um truque? E como Deus pode ajudá-lo quando ele lê sua pregação/estudo o que qualquer outra pessoa poderia fazer sem o auxílio do Espírito? O que o Espírito Santo tem a ver com essa atitude? De fato, ele pode ter tido algo que ver com a composição do manuscrito, mas no púlpito/sala de aula seu auxílio é supérfluo. O mais verdadeiro seria agradecer o Espírito pelo auxílio prestado e pedir que aquilo que nos capacitou, a pôr naquele papel que trazemos no bolso, possa agora entrar nos corações das pessoas. Ainda assim, se o Espírito Santo tivesse qualquer coisa para dizer às pessoas que não estivesse naquele pedaço de papel como poderá dizê-lo por meio de nós? Parece-me que ele efetivamente ficou bloqueado quanto à novidade da palavra falada por meio desse método utilizado. Contudo, não me cabe censurar, embora silenciosamente possa pedir liberdade no profetizar e ensejo para o Senhor nos dar naquela mesma hora o que falar.
(trecho adaptado do livro Preparados para o Combate da Fé de C.H. Spurgeon)
·         A Bíblia

Ela é a base, a fonte. Tudo de externo é apenas auxílio para sua compreensão.
Para um melhor aproveitamento, bíblias de versões diferentes, de estudo, com temas em concordância, suplementos arqueológicos e outras ferramentas, serão de melhor aproveitamento para realização do estudo.

Confira: Augustus Nicodemus - Qual tradução da Bíblia devo usar? (vídeo disponível no youtube).



·         Dicionários, enciclopédias e chaves e concordâncias

Ferramentas muito úteis para compreensão do contexto sócio, cultural religioso e político da bíblia, bem como das expressões, palavras, símbolos, narrativas.

·         Programas (software):

E-Sword, Ilúmina, Mundo bíblico, RKsoft, Bíblia digital Glow, etc.


Alguns passos seguidos para se fazer um estudo:

1- Escolher o assunto desejado seja ele livre ou direcionado, sendo sempre precedido de oração.

2- Estudar o contexto do assunto escolhido, isto é, saber o máximo possível sobre o tempo e o contexto, o texto bíblico a estudar, sobre o autor, etc.

3- Procurar o assunto em toda a bíblia. (a uma verdade que diz: “a bíblia explica a própria bíblia”).

4- Esboçar o assunto. (escreva tudo que pesquisou de importante sobre o tema).

5- Determine os objetivos. Ore muito por estes objetivos, o que é da vontade de Deus para com os Efeitos causados com o conteúdo deste estudo (conclusão).

6- Aplicação e implicações do estudo em sua vida e na dos ouvintes (ore).

Didática no ensino bíblico

Para a exposição do ensino no ambiente de estudo segue-se as seguintes etapas:

·         Introdução e contextualização do tema = breve explicação que visa orientar e estimular o interlocutor* aos objetivos do estudo proposto.
·         Exposição do tema = o texto/tema escolhido; contexto/caráter histórico, político, cultural e social; interpretar (hermenêutica e exegese); estabelecer paralelismo/concordância bíblica; caráter profético; revelação, inspiração e iluminação/compreensão.
·         Aplicações e implicações doutrinárias na vida cristão = comportamento moral e ético em todas as áreas da vida, ensino e prática, perspectiva passada, presente e futura.
·         Conclusão = reforçar o objetivo inicial do estudo.


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