Fabiano Xavier
Comumente,
em igrejas sérias, para ser ordenado pastor o candidato é sabatinado,
tendo que responder a questões que podem qualificá-lo, ou não, para o
ofício. Ler a bíblia toda, ter conhecimento do credo da igreja e possuir
uma postura bíblico-doutrinária são assuntos e características tratados
em ocasião de uma ordenação. Diante disso, ouso imaginar que possuir
um perfil de rede social está também se tornando algo quase que
obrigatório para quem almeja o episcopado.
Qualquer
um que foi chamado para ser responsável sobre a igreja precisa ter
conhecimento de que tipo de conduta o corpo de Cristo tem em sua vida
virtual, quais assuntos têm sido compartilhados nos perfis, e a
consequência disso no testemunho cristão.
Numa
entrevista concedida ao site G1 o advogado Renato Ópice Blum,
especializado em direito digital, faz a seguinte afirmação: “Na
internet, o conteúdo se espalha em poucos minutos”. Sei... E o que tem isso a ver com a igreja?
O
apóstolo Paulo já havia alertado os cristãos de Colosso que se
prevenissem dos que tentariam enganá-los com vãs sutilezas (Cl 2:8).
Hoje a internet tem se tornado um campo livre de disseminação de ideias,
não só cristãs e bíblicas, ortodoxas, mas também de toda liberalidade,
neopentecostalismo, teologia da prosperidade, relativismo bíblico e
máximas construídas a partir de trechos de canções ditas evangélicas que
muitas vezes desconstroem argumentos bíblicos; e isto não contando as
outras ideologias de religiões e seitas.
O
que mais impressiona é a velocidade na qual, frases, ideias,
pensamentos, opiniões se disseminam e são tomadas como verdades, por
muito incautos, neófitos e imaturos. Sem um fundamento bíblico
doutrinário e uma hermenêutica e exegese adequadas, qualquer colocação,
qualquer texto fora do contexto, passa a ser verdade com muita
facilidade, principalmente quando relativa à prosperidade, triunfalismo,
vitória, promessas e outros assuntos preferidos dos “estelionatários da
fé”.
A
questão é que ainda que lideres sejam comprometidos com a sã doutrina,
os cristãos, principalmente jovens, são bombardeados em todo momento por
uma imensa onda de pensamentos e ideologias. Nesse sentido é preciso
estar atuando de forma consistente no terreno virtual, num sentido
missionário e apologético e, por que não dizer, pastoral, a fim de
combater os “principados e potestades virtuais” que vêm no intuito de
confundir a mente dos cristãos.
É
preciso que Pastores, líderes, teólogos, mestres e pais estejam em
comunhão com os irmãos também nas redes sociais, buscando verificar
quais os assuntos compartilhados pelos seus e pelos círculos de
amizades, procurando exortar que as relações sociais, o conhecimento
científico, as artes, as reflexões e tudo mais que vier será bem vindo
desde que se fundamente sempre na cosmovisão cristã para o mundo, pois o
caminho inverso sempre é destrutivo para a fé em Cristo (1Co 3:11).
Reflita sobre isto!
Postado no http://discipuluscm.blogspot.com.br/

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